« Amá-la não ia evitar que eu a matasse, se cometesse erros. Mas eu não conseguia sentir o monstro agora, não conseguia encontrá-lo em nenhum lugar dentro de mim. Talvez o amor o tivesse silenciado para sempre. Se eu a matasse agora, não seria intencional, só um horrível acidente. Eu teria de ser extraordinariamente cuidadoso. Jamais, jamais seria capaz de baixar a guarda. Ia ter que controlar cada respiração. Ia ter de manter sempre uma distância segura.Não ia cometer erros. Finalmente entendi o segundo futuro. Tinha estado aterrorizado com aquela visão. O que é podia possivelmente acontecer que resultaria em Bella a tornar-se uma prisioneira desta meia-vida imortal? Agora, devastado por desejar a rapariga, eu conseguia entender como eu podia, num egoísmo indesculpável, pedir ao meu pai esse favor. Pedir-lhe que tirasse a vida e a alma dela para que eu pudesse ficar com ela para sempre. Ela merecia melhor.Mas eu vi mais um futuro, uma linha estreita pela qual eu talvez pudesse caminhar, se pudesse manter o meu equilíbrio.Conseguiria fazê-lo? Ficar com ela e deixá-la humana?Deliberadamente, inspirei fundo e depois outra vez, deixando que o seu cheiro passasse por mim como fogo. O quarto estava cheio do seu perfume, a fragrância dela saía de cada superfície. A minha cabeça girou, mas eu lutei contra a tontura. Teria que me habituar àquilo, se eu fosse tentar ter qualquer tipo de relacionamento com ela. Respirei novamente, deixando o ar queimar-me. Observei-a a dormir até que o sol nasceu atrás das nuvens a este, a planear e a respirar. »
Buh!
Há 2 anos
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