sábado, maio 23, 2015

coisas do coração...ou da cabeça.

Amanhã tenho um date. Um old school style date. E não me apetece ir. Nem sei porque não me apetece ir, estou a passar aquela fase do "tenho mais que fazer do que andar a discutir hobbies e traços de personalidade com alguém". Nos inícios das relações, aquela fase do mel, é tudo super giro, mas a fase anterior a essa, em que as pessoas se estão a conhecer, é demasiado chata. Ou é porque ele fala demais, ou é porque fala pouco. Ou é o cabelo que é grande, ou tem rosácea, a barba ou é ausente ou em excesso que pica como tudo. Ou é porque é informático. (outro? mas que se passa comigo?), ou porque é demasiado viciado em cinema, ou a voz não é sexy como eu gosto. 
Ou na realidade sou eu que finjo andar à procura do Mr. Perfeito, quando o meu coração ainda está preso ao Mr. Imperfeito, que apesar de todas as tuas imperfeições, é tão perfeito que irrita. 
Amanhã tenho um date. E não sei se hei-de fugir ou fingir.

segunda-feira, abril 27, 2015

é um sinal

Até o Dexter voltou à blogosfera! E não, parece-me que não é para vir postar o outfit of the day e fazer TAG's. Onde anda aquela raça pura dos bloguers de 2006-2008? Deixaram-se abafar pelos blogs de moda, ou fui eu que os perdi de vista?

domingo, abril 26, 2015

desvaneio sem sentido algum

Mais uma vez venho aqui dizer que não escrevo há um século. Eu sei, é triste. Mas de tristezas está o mundo cheio, e como tenho a cabeça a fervilhar de coisas boas, acho que tá na altura de começar a libertar alguma energia para o Hard Candy. O mal de ter um blogue é que nunca há coragem de o apagar. São tantas coisas que por aqui se partilharam, é como um álbum fotográfico em forma de prosa. Talvez remodele isto. Talvez volte a ser uma pessoa aplicada. Talvez venha cá contar novidades de vez em quando. Talvez...talvez o ter deixado de pensar tanto, ou me ter fartado de pensar demasiado me tornaram impulsiva. Para bom. Sempre segui os meus instintos, em praticamente tudo, mas tenho o mal de gostar de ouvir várias opiniões antes de fazer alguma coisa. Fuck that shit! Estes são os "golden years" e sinceramente vou fazer o que quiser com eles. Hei-de ser pobre mas feliz.

quinta-feira, janeiro 01, 2015


E sabe tão bem que alguém repare, comente e valorize, mesmo que apenas momentaneamente. E sabe bem não ter que me retrair, ter o controlo das minhas próprias decisões. Se quiser dizer, digo, se quiser fazer, faço, se quiser agarrar, agarro. Eu comando a minha vida, eu faço o meu caminho, eu coloco o rímel quando quiser, para quem quiser, quantas camadas quiser. Não há nada melhor que começar um novo e (espero) melhor ano com algum girl power.

sábado, novembro 15, 2014

coisas da vida


Abri o youtube e coloquei o “Trouble” dos Coldplay. Abri o word e comecei a escrever. Já não o faço há imenso tempo. Provavelmente ao mesmo tempo em que comecei a namorar com o André. Quando conhecemos aquela pessoa e nos deixamos envolver de tal forma na relação, uma coisa inevitável que acontece é perdermos certos hábitos que se tinham. Hábitos esses que faziam parte do recato de não viver num mundo partilhado intimamente com alguém. Tenho 23 anos feitos recentemente. Há 5 ou 6 anos atrás, lembro-me de ser uma pessoa completamente diferente. Completamente. Lembro-me da ingenuidade, das borboletas na barriga por tudo e por nada, no acreditar facilmente nas palavras de alguém. Ao longo do tempo, sempre retirei algo de positivo dos meus erros. Por mais pequenos que fossem, tiveram sempre lições incrustadas das quais não me vou esquecer. Mas quando conheci o André…aquela pessoa que pensamos ser a especial, a nossa pessoa…não pensei que viesse a cair em erros como aconteceu. No início o desafio era descobrirmos o que era aquilo que nos unia, juntos. Ambos tínhamos dúvidas e hesitações, mas arriscámos e fomos em frente na perspectiva de momentos feliz. Momentos esses que foram incontavelmente felizes. Porém também houve um lado mau…o crescimento das pessoas não acontece necessariamente na chamada adolescência. Acontece sim com as experiências de vida que se vão tendo, com os “choques”, os desgostos, os momentos confusos e questionáveis. E quando duas pessoas crescem juntas, podem crescer de maneiras diferentes. Namorar entre os 19 e os 23 anos tem as suas vantagens, mas é uma fase complicada, muitas decisões, muitas mudanças…um enfrentar da realidade de uma forma bruta, para a qual sinceramente eu não estava preparada de todo. Acabei por me esquecer de mim…envolvi-me de tal maneira na vida do André que até ele deixou de ser apenas ele, para ser o meu alguém, para me agradar sem se agradar a ele próprio. Em prol da relação. Aos poucos, uma rotina não monótona mas entranhada levou-nos a momentos não naturais, e esquecemo-nos de estar apaixonados. Por muito esforço, por muitos sacrifícios, perdeu-se o essencial. Aquele essencial que o principezinho diz ser invisível aos olhos. Perdeu-se a vontade natural, o querer estar porque sim, sem razão, a paixão, o sentimento de formigueiro ao toque, o querer beijar, o querer amar, o querer estar e ficar. E como se recupera isso? Por muitas palavras que se possam usar, por muitos argumentos e desculpas que se possam arranjar, voltar ao básico é algo sábio e que poucos conseguem alcançar realmente. Voltar ao básico implica crescer. Implica um amadurecimento que não pode ser apenas pedido, mas sim sentido. Quando temos 19, é giro pensar que estamos numa “relação séria”. Nunca nos passa pela cabeça as voltas que a vida pode dar e o que se pode tirar daí. Certezas, é impossível tê-las. A minha única certeza é de que quero crescer e ser melhor todos os dias. E os bons não são fracos. E eu posso ter muitos momentos de fraqueza mas não sou fraca. Sou apenas imperfeita e todos os dias faço o meu próprio caminho, como os outros. Não julgo. A evolução faz parte, leve mais ou menos tempo. Não vou usar frases cliché para um namoro que acabou. Quem dera a muitos terem vivido aquilo que vivi, sentido aquilo que senti. E agora é tempo de pegar na mochila e ir para outras bandas.

domingo, abril 27, 2014

Voltar aos conflitos da adolescência

Nos 13,14,15 anos, a culpa era das hormonas, essas malditas que nos perturbavam o humor e que exageravam qualquer sentimento. Aos 22, o choque com a realidade leva-me para um lugar semelhante. O que me faz feliz? É muito difícil definir. Como viver perante tanta coisa negativa? Qual é o truque para ser mais forte e passar por cima dos obstáculos? 
Sei que preciso de amor e de pessoas boas e genuínas à minha volta. E preciso dessas pessoas aqui, comigo. Preciso de rir, de partilhar, de soltar umas gargalhadas por coisas estúpidas. E de tirar a cabeça do "amanhã". Há coisa de 5 anos atrás, tudo parecia maravilhoso. Estava prestes a entrar na universidade, tanta coisa nova ia acontecer, os meus amigos estavam ao meu lado, orgulhosos de mim e eu deles, e em nada mais havia a pensar. Hoje, é um turbilhão de problemas, nossos e de outros, de preocupações nossas e de outros, deixo-me facilmente envolver por coisas que não me dizem respeito directamente. Saio com um pé fora de casa e já há energias negativas. Vou visitar uma amiga e só se fala do "trabalhar muito e receber pouco". O amor esse, já não é o que era, aquele com quem passava noites infinitas a sonhar, envolvida na sua magia. Tenho que o reinventar e elevar a outro nível. É o carro que tá sem força, idem em relação a mim. E o medo, esse então que nem sei explicar, o medo de tudo acabar um dia e eu ter tanto para fazer ainda, tanto para ver, tanto para sentir. O medo do tempo desperdiçado. O medo de me tornar demasiado envolvida nesta rede que se chama sociedade, que aprisiona as pessoas e os seus impostos. O medo de continuar envolvida nestes pensamentos...

domingo, fevereiro 16, 2014

Obrigada Tendon.


Quero escrever sobre ti. Escrever-te. Tenho medo de algum dia me esquecer da tua voz, dizem que é a primeira coisa de quem se perde que desvanece da memória. De ti fica a tua dança, a tua humildade e simplicidade, a tua amizade. Acho que, mesmo quando viva, não te consegui nunca apontar um defeito. Talvez por isso a nossa amizade tenha evoluído tanto nestes últimos 3 anos. Eu gostava de estar contigo porque aprendia contigo, como lidar com as chatices, como manter a calma. Em comum tínhamos o gosto por skincare routines, maquilhagem e roupa fashion. Fica-me na memória aquela manhã na pousada da juventude do Porto em que estávamos ambas ao espelho a por a maquilhagem, quando reparámos que o fazíamos exactamente da mesma forma: BB cream, corrector, pó compacto, lápis preto por cima e um bocadinho esfumado, rímel e um bocadinho de blush para tirar o ar zombie. E recordo-me daquela noite de actividades hospitalares em que era suposto irmos dormindo por turnos, mas a cama era só uma e a conversa estava boa...assunto puxa assunto e as 8h chegaram num instantinho, foi a noite mais rápida e em melhor companhia de sempre! Tínhamos mais em comum do que eu alguma vez imaginei. Vi em ti alguém com quem podia contar sempre. Adorava "cascar" nos outros contigo, parece que pensavas como eu...e a facilidade em falar contigo, fazia sempre aquele bocadinho mais feliz. Foste a minha companhia na maioria das horas de almoço e nas aulas práticas. No outro dia dei por mim a rir à gargalhada ao lembrar-me da aula de pecuárias em que querias cortar o fio de sutura do catetér do vitelo com os dentes, por não haver uma lâmina de bisturi na caixa. O vitelo ali quietinho e tu a dar ao dente ahahah! O fim de semana fantástico que me proporcionaste em Setembro ficará guardado para sempre no meu coração. A maneira como tu fizeste os dias parecerem mais longos, aquelas sestas na praia, as bolas de Berlim que tinham que ser daquela senhora porque são as melhores, o gelado de pistácio que comi, a nossa ida à Primark onde comprámos garrafas de água matchi matchi, e o bronze com que ficámos! A tua casa...a Tita, a simplicidade das coisas, a primeira vez que te apaixonaste por aquelas  botas castanhas na  sportzone, que depois acabaram por ser tuas e ainda bem, apesar de caras fizeram-te sorrir e ser ainda mais feliz. A tua família...o teu Pedro, que parecia um autêntico pato nas ondas ahah e o que ralhaste com ele por aquelas figuras! Lembro-me de pensar que nunca um bikini assentou tão bem em alguém, e que sorte que eu tinha em estar ali, a passear à beira mar, num dos últimos dias do verão, com uma pessoa tão fácil de conversar e tão humilde como tu. Que óptima maneira de iniciar o semestre, que bem que me fizeram aqueles ares! O domingo para ti nunca foi o "dia do imigrante", sabias aproveitá-lo bem sabendo que não precisavas de muito tempo para fazer a mala e voltar para a tua 2ª casa. A praia da Rocha nunca mais vai ser igual, é onde estás, é a tua nova casa para sempre e não podia ser melhor!

Tendonzinha, partiste cedo e ainda me custa muito encontrar razões...talvez não as haja, eu acredito que nada disto foi aleatório. Sei onde te encontrar, estás no meu coração e não fazes ideia do prazer e honra que tenho em te ter conhecido e convivido diariamente contigo. Desapareceste da terra, mas por causa de ti sou uma pessoa diferente. Não devia ter sido assim, não sei porque foi...mas agradeço-te muito a lição que me deste, do fundo do coração. És linda...e agora dança, dança porque és livre e estás no melhor lugar possível de imaginar, eu sei.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

os dias demoram a passar

Questiono-me se será sempre assim. Meto-me a ver fotografias felizes que não foram assim há tanto tempo, mas que se demoram na perspectiva de voltarem a repetir-se. Uma foto não se repete mas sim os momentos nela contidos. Encontrar o positivo no meio do negativo não é fácil, o crescimento, o melhorar, o tentar ser melhor que tudo o que alguma vez fui. O abstrair-me do que me faz confusão, "foca-te em ti!". O confiar...esse verbo é tão difícil de ser conjugado por uma pessoa que tem que ver para crer. A incógnita mantém-se, continuo sem saber se sei fazer isto, há tantas pessoas no mundo, se fossemos todos iguais a coisa não tinha piada...mas neste momento gostava de não ser eu própria, talvez ajudasse. Tenho saudades de tempos antigos, mas por outro lado estou ansiosa por tempos futuros. Esta coisa da "espera", do meio termo, da falta de vitalidade, de energias positivas e de coisas boas da vida em prol de um "futuro" que tarda a chegar...e dos dias que vão ficando para trás mal aproveitados, mal conversados, mal vividos, distraidamente a pensar noutras coisas, esquecendo-me de tudo o que me envolve. Vou conseguir? Não sei...mas se conseguir, vai ser recorrendo a um grau de auto-controlo nunca antes visto em mim.

domingo, janeiro 26, 2014

conclusões

A maior desilusão de todas é quando fazemos de nós algo que não somos e ao fim de algum tempo descobrimos o big mistake. Ao longo da vida vamo-nos cruzando com alguns role models, pessoas que seguimos como exemplo:"quando for grande quero ser forte como tu, determinada, ambiciosa, nunca vou sofrer por amor, vou levantar a cabeça e pensar mais em mim e menos nos outros, como tu fazes"; "quando for grande quero ser boa pessoa, compreensiva como tu, quero saber lidar com os problemas como tu lidas"; "quando for grande, quero ser considerada uma grande mulher, quero ser multifacetada"...A família espera de nós, os amigos depositam grandes esperanças na "líder" que sempre viram, na pessoa determinada e sem medo de correr riscos. Vai tudo correr bem, porque tu mereces.
Crescemos, e a vida mete-nos à prova, dá-nos situações para que nos possamos conhecer melhor, provar aí se somos fortes, ambiciosas, poderosas, multifacetadas, grandes mulheres. Mas...e se afinal não somos? E se surgem taquicardias por problemas mínimos, e se só estamos bem dentro dos lençóis polares a chorar baba e ranho até que aquele minuto passe, e aquela hora, e outra, e aquele dia? E se alguém pergunta Como estás? e nós sorrimos e dizemos "estou bem" quando as lágrimas caiem por dentro? E se, após tanto tempo, ainda não sabemos como controlar os nossos defeitos básicos como a falta de paciência, a falta de compreensão pelos outros, a falta de amor por nós próprios? E se o "pensar positivo" não se mostra suficiente?
Aos 22 anos, a noção que tenho é que ao mesmo tempo que cresci na maturidade, me desiludo quase diariamente com aquilo em que me tornei. Um ser nervoso, impaciente, cheio de medos e angústias dos quais até custa falar. Regredi na maneira de comunicar, na preservação das amizades. Afinei a arte de ser rude nos discursos, de não medir palavras. A memória de merda também me deixa muitas vezes na mão. Não te lembras de teres dito isto? Lembras-te daquilo? Não...desculpa mas não me lembro mesmo. Há uns anos, não havia melhor pessoa do que eu para "separar as coisas". Deviam ser as hormonas da adolescência, faziam-me ser perita na arte da mentira e do disfarce, e sempre com um sorriso na cara, lá continuava o dia. Hoje, a cada situação dessas, o meu mundo cai, não como, não durmo, não sou feliz. Pequenas coisas do dia a dia perturbam a minha existência...ainda ontem fui tomar um café com umas amigas, uma delas vai agora para o UK trabalhar; éramos 5 à mesa, 4 delas a falarem sobre o facto de que nem sequer vão mandar currículos aqui em Portugal, que emigrar está no topo das prioridades...e eu não sabia se havia de chorar, ou fingir que tinha que ir à casa de banho, ou bloquear os ouvidos e cantar a música que estava a dar. A última opção pareceu-me a mais apropriada, enquanto acenava com a cabeça à conversa que se ia desenvolvendo. É um assunto que não me conforma, e que me faz ficar extremamente sensível, mas isto dava aqui panos para mangas.
Pensar positivo, pensar no futuro, tudo vai correr bem...Alguém me diga onde é que se compra disto, pois 2014 para mim vai ser um desafio daqueles a sério, para os quais não se se estou preparada, muito menos sei se sou forte o suficiente para isso, porque até agora só tenho dado provas do contrário. É preciso estarmos bem connosco para depois estarmos bem com os outros...a primeira parte está a ser intensamente difícil de alcançar, e há coisa de há uns bons meses para cá que tem sido uma luta diária. Um dia de cada vez. Sorrir, dizer "sim, está tudo bem", e continuar...até isto ser verdade.

sábado, maio 18, 2013

Este país está a destruir as pessoas. Psicologicamente, fisicamente, está a destruir as famílias e a paciência dos comuns mortais. A saúde mental devia ser encarada como qualquer outra doença, ela existe e ignorá-la não faz com que desapareça. O desemprego, o pouco dinheiro e a instabilidade levam à infelicidade generalizada, à depressão, e quem é que quer estar no mundo apenas a existir? Se nos é dada uma vida, é suposto ela ser vivida, porque é a única que temos. Isto precisa melhorar, rapidamente, senão o efeito será em cascata...já ninguém consegue viver assim. Já ninguém consegue ser feliz aqui, desta maneira.