domingo, abril 27, 2014

Voltar aos conflitos da adolescência

Nos 13,14,15 anos, a culpa era das hormonas, essas malditas que nos perturbavam o humor e que exageravam qualquer sentimento. Aos 22, o choque com a realidade leva-me para um lugar semelhante. O que me faz feliz? É muito difícil definir. Como viver perante tanta coisa negativa? Qual é o truque para ser mais forte e passar por cima dos obstáculos? 
Sei que preciso de amor e de pessoas boas e genuínas à minha volta. E preciso dessas pessoas aqui, comigo. Preciso de rir, de partilhar, de soltar umas gargalhadas por coisas estúpidas. E de tirar a cabeça do "amanhã". Há coisa de 5 anos atrás, tudo parecia maravilhoso. Estava prestes a entrar na universidade, tanta coisa nova ia acontecer, os meus amigos estavam ao meu lado, orgulhosos de mim e eu deles, e em nada mais havia a pensar. Hoje, é um turbilhão de problemas, nossos e de outros, de preocupações nossas e de outros, deixo-me facilmente envolver por coisas que não me dizem respeito directamente. Saio com um pé fora de casa e já há energias negativas. Vou visitar uma amiga e só se fala do "trabalhar muito e receber pouco". O amor esse, já não é o que era, aquele com quem passava noites infinitas a sonhar, envolvida na sua magia. Tenho que o reinventar e elevar a outro nível. É o carro que tá sem força, idem em relação a mim. E o medo, esse então que nem sei explicar, o medo de tudo acabar um dia e eu ter tanto para fazer ainda, tanto para ver, tanto para sentir. O medo do tempo desperdiçado. O medo de me tornar demasiado envolvida nesta rede que se chama sociedade, que aprisiona as pessoas e os seus impostos. O medo de continuar envolvida nestes pensamentos...

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