quarta-feira, agosto 18, 2010

Pais

É difícil manter uma relação baseada na honestidade e no respeito com os meus pais. Ser filha única é uma treta, porque a atenção é centrada só em mim, para o bom e para o menos bom. O bom e o menos bom claro está que depende da perspectiva. Pareçe que às vezes vivo numa "bolinha actimel" que tenho que ir perfurando aos poucos e devagarinho para não fazer estrago desnecessário, mas hoje não me arrependo do que tenho vindo a construir e da maneira como lido com certas situações. Tem que ser, eles têm que se habituar e mais nada! Se o meu pai fosse dono e senhor do mundo e das relações, eu só estaria autorizada a namorar quando acabasse o curso, mas como não o é, por vezes há que omitir certos pormenores, disfarçar outros para que a coisa se dê. E depois claro que dá merda, e lá o tempo passa e para a próxima é mais fácil. E a próxima, e a próxima...devia era ter começado a tomar as rédeas um bocadinho mais cedo para agora estar mais à vontade, mas sou da opinião que cada coisa se faz a seu tempo e ser precoce está demasiado na moda e não é bom, principalmente no que toca à juventude. Resta lembrar que tenho dezanove anos e amor pela vida.

3 comentários:

Kikas disse...

quando eu comecei a namorar, foi uma carga de trabalhos para que os meus pais aceitassem. o meu pai nunca chegou a aceitar e a minha mãe só depois da morte dele o fez..
como sou filha única e a minha relação com a minha mãe é uma bela .. porcaria, sei muito bem o que queres dizer :s
mas enfim, pode ser que ele se aperceba disso :) tens dezanove anos e amor pela vida, afinal!

Anónimo disse...

revejo-me a 100%

Patxy disse...

Este post parece que foi escrito por mim! Eu à umas semanas contei ao meu pai que namorava (porque já andava cansada de andar a mentir/omitir, namorar às escondidas durante 2 anos)e ele reagiu pessimamente! não quer que namore, não me deixa sair com ele, não deixa que ele me venha ver, disse mentiras enormes acerca dele mesmo sem o conhecer... foi e ainda é um filme de terror, agora mal me fala...

nunca mais vou embora para a minha cidade academica, porque lá posso ser eu a 100%, posso ser eu a decidir a minha vida, ser mais independente...

Pelos vistos estamos as 2 no mesmo barco :)

Boa sorte! beijinhos