Viver numa residência feminina pode ir desde passar serões divertidos ao caos. Passar os fins de semana numa residência feminina então é o auge. Primeiro porque a dieta (ou a intenção da dita cuja) vai com o caraças: ora são bolos feitos no microondas à noite, ora são croissants de chocolate da mini pastelaria ali de cima, ora são uns 2 ou 3 cházinhos por dia...isto tudo claro para bem da nossa sanidade mental e rendimento académico. Depois são as malucas com quem vivo, há sempre peripécias a acontecer, osgas a morrer brutalmente espancadas com uma vassoura, insectos a deixarem autoestradas de sangue nas paredes, gritos, o pânico e o momento em que todas lamentamos a falta que um gajo nos faz aqui...em cima do poço...a dançar agarrado ao varão...de tanga...
Há sempre uma ou duas porcas que deixam a loiça por lavar e o lixo a abarrotar, há sempre quem deixe azedar o leite e estragar os ovos, há sempre alguém todos os dias que come massa com qualquer coisa ou qualquer coisa com massa. Há as sessões de cinema no K13, há o chamado processo de "galação de homens impossíveis de alcançar" (via google), há relatos de histórias insólitas, episódios que marcam, cenas gravas no tempo e no espaço desta bela cidade. Partilhamos uma casa, somos a família umas das outras, rimos, choramos, chateamo-nos, a paciência às vezes falta, queremos o nosso canto e a nossa privacidade, mas é reconfortante chegar a casa depois de uma manhã de aulas e almoçar com estas pessoas, com estas histórias, nesta casa, esqueçer por uns minutos o stress e a pressão e chegar à conclusão que não somos as únicas, que há outras como nós que comem nos mesmos pratos com os mesmos talheres.
1 comentário:
A vida na residência é brutal. Podemos ter os nossos altos e baixos durante os dias, mas no final podemos sempre contar umas com as outras xD
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